Africano cria impressora 3D com lixo eletrônico e sonha em construir casas em Marte

A imaginação do jovem togolês Kodjo Afate Gnikou vai longe. E a ânsia por concretizar seus pensamentos já mostra resultados. Afate tem 33 anos e realizou seu projeto em Lomé, capital de Togo.

W.Afate to Mars

W.Afate to Mars foi criada por jovem inventor togolês

A sua primeira conquista foi desenvolver uma impressora 3D usando como base lixo eletrônico, que é, inclusive, enviado a países da África por nações de outros continentes.O projeto foi iniciado por meio do Ulele, site europeu de financiamento coletivo, onde conseguiu 4 mil euros [cerca de R$ 11.800] em doações para criar seu protótipo.

A inspiração veio da imprensa 3D Prusa Mendel, modelo “popular” nos Estados Unidos e Europa. A W.Afate [nome do protótipo] foi feito com materiais reciclados e um aditivo de 100 dólares gastos para comprar algumas poucas peças novas, não encontradas nos lixões eletrônicos.

A ideia do projeto, porém, é mais ampla do que “simplesmente” diminuir [fazendo algo útil] o lixo eletrônico. Gnikou deseja enviar robôs com estas impressoras para Marte com o intuito de fazer casas para a humanidade [Ele mesmo admite que isto é uma utopia]. Este pensamento mirabolante foi destaque em Paris no International Space Apps Challenge, da NASA, com o nome de W.Afate to Mars.

Fontes: *Semp Toshiba Blog – Africano constrói impressora 3D usando lixo eletrônico

* NASA – International Space Apps Challenge

* 3ders.org – African inventor makes 3D printer from 3-wast

Dica do Pedro Gontijo

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Africanos criadores do ‘sabonete anti-malária’ recebem prêmio de 25 mil dólares

Ideias simples e bem desenvolvidas devem ser sempre incentivadas. Um dos grandes problemas da África subsaariana é a malária e uma ideia teoricamente pouco complexa foi desenvolvida pelos estudantes Moctar Debélé, de Burkina Faso, e Gérard Niyondiko, de Burundi. Os dois são alunos do Instituto Internacional de Água e Meio Ambiente, em Burkina Faso, e ganharam um prêmio de 25 mil dólares por esta invenção.

Eles criaram o ‘sabonete anti-malária’ usando ‘karate citronella’ e outras ervas não divulgadas encontradas no solo de Burkina. O produto ainda está sendo avaliado para, posteriormente, ser distribuídos para ONGs locais, contou Niyondiko.

Os sabonetes são comuns em países da África subsaariana mesmo em comunidades mais pobres, seja nos restaurantes/bares e nas pequenas vilas.

Segundo o vídeo abaixo, cerca de 300 milhões de pessoas são infectadas anualmente pela doença, sendo 90% disto na África subsaariana [a Wikipedia aponta que em 2010 ocorreram 219 milhões de casos, que resultaram em 660 mil mortes; sendo Burkisa Faso o país com maior porcentagem de morte, tomando como base o número total da população].

Confira o vídeo abaixo sobre o ‘sabonete anti-malária’:

Fonte: Ventures – África: 2 African Strudents Creat Anti-Malaria Soap, Awarded $25,000

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O verdadeiro tamanho da África

África

Deixo aqui um pensamento simples e direto baseado em duas matérias e na fala de Graça Machel: “Hoje o mundo olha para a Ásia como o continente que está a emergir com grande força. Amanhã é África”.

A primeira matéria é somente para mostrar o tamanho deste continente. Tamanho, deixando claro, o lado geográfico mesmo. O interessante infográfico ressaltado pela revista The Economist demonstra que “dentro” da África é possível inserir Europa, China, Índia, Estados Unidos e Japão para citar apenas os principais países/continentes (vocês entenderam).

Diante desta constatação (óbvia para alguns, menos óbvia para outros) parto para a ideia/constatação levantada por Graça Machel usando a matéria (também já postada neste blog) da Wired de novembro de 2011: Want to become na internet billionaire? Move to Africa [Quer se tornar um bilionário da internet? Vá para a África].

A matéria, resumidamente, aponta o crescimento da internet no continente e as oportunidades advindas disto. O editor da Wired, David Rowan, usa como exemplo inicial a ida de David Cameron (atual primeiro ministro do Reino Unido) com uma delegação de CEOs de importantes empresas como Barclays, Bombadier, Vodafone e Virgin Atlantic para a Nigéria e África do Sul a fim de indicar “uma das grandes oportunidades econômicas do planeta”.

Após isso, ele aponta o poderio de crescimento de uma “economia de 1 trilhão de dólares que tem o potencial de crescer mais que o Brasil nos próximos 5 anos”, sendo isto boa parte graças ao aumento das startups que “levam” a internet móvel às empresas e consumidores que têm sido até agora offline. Para encerrar, Rowan usa exemplos pontuais já existentes no continente africano de áreas abrangentes como e-commerce, saúde, entre outros.

Vale a pena investir na gigantesca e heterogênea África!

Fontes: * Milênio recebe Graça Machel, renomada ativista pelos Direitos das Mulheres e das Crianças (Resumo feito por este blog)

*The Economist – The true true size of Africa

*Wired – Want to become na internet billionaire? Move to Africa

*Destino África: Internet na África: o lado positivo do crescimento

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Buffalo Grid: Mande um SMS para recarregar o seu celular

Crédito: Buffalo Grid

Crédito: Buffalo Grid

O crescimento da influência do celular na vida da população dos países africanos e o óbvio aumento no número destes aparelhos no continente esbarram na falta de estrutura das nações, principalmente na falta da distribuição de eletricidade pelos territórios. Com este pensamento em mente, a empresa inglesa Buffalo Grid criou um aparelho capaz de recarregar um celular após um simples envio de SMS.

O sistema conhecido como MPPT (Maximum Power Point Tracking) é formado por uma bateria movida por um painel fotovoltaico de 60 watts, que é ativado por mensagens de texto. Para chegar até as populações rurais, o aparelho é transportado em cima de uma bicicleta. Um dispositivo em sua capacidade máxima dura por até três dias, pode ser utilizado por cerca de 10 celulares simultaneamente e carrega de 30 a 50 telefones por dia.

A ideia ainda não concretizada é chegar a um acordo com as operadoras telefônicas de cada país para este SMS ser gratuito. O argumento para que isto aconteça é que quanto mais celulares forem carregados, mais as pessoas gastarão fazendo as ligações.

Contudo, mesmo não sendo grátis, este tipo de recarga fica mais barata que a usada normalmente. Carregar um celular em Uganda, por exemplo, usando energia originada por geradores a diesel ou painéis solares pode custar cerca de 500 shillings (R$ 0,37), enquanto uma mensagem de celular sai pelo valor de 110 shillings (R$ 0,08).

Fontes: *News Scientist – Send a text message to charge your cellphone

*Revista PEGN – Dispositivo recarrega baterias de celulares com luz solar

* Buffalo Grid – Power Transforming Lives

Dica de: Camila Lam

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Angola – Quem é Isabel dos Santos, a primeira bilionária da África – Exame

Matéria da Exame – Repórter: Tatiana Vaz
Texto base: Forbes – Repórter – Kerry A. Dolan

A lista das pessoas mais endinheiradas do mundo da revista Forbes deve ganhar mais um nome neste ano – e não, não é o de mais um novo rico chinês. Trata-se de Isabel dos Santos, a primeira mulher africana a entrar no cobiçado ranking de bilionários, graças a sua trajetória meteórica de bons investimentos e a influência política herdada de seu pai, o atual presidente da Angola, José Eduardo dos Santos.

O primeiro bilhão de dólares conquistado por Isabel é resultado de seus investimentos em Portugal e em Angola nos últimos anos, o suficiente para que os jornais de ambos os países a rotulem como “a dona de parte de Portugal” e a “nova cara da realidade angolana”.

Hoje com 40 anos, Isabel estudou engenharia na Kings College, em Londres, onde vivia com sua mãe, divorciada do presidente angolano. Ela abriu seu primeiro negócio em 1997, aos 24 anos, em Luanda. Nada muito complexo como os seus atuais negócios, mas um restaurante chamado Miami Beach.

Desde então, a filha mais velha do presidente da Angola trilhou um longo caminho até seu primeiro bilhão. Fez investimentos em empresas de diversos setores, de telecomunicações a energia e exploração de diamantes, sempre em empresas de setores considerados prósperos. Além de fazer parte do conselho de administração de várias empresas.

Nos últimos tempos, ela vem fazendo com que seu poder nessas empresas aumente. Em maio do ano passado, ela elevou sua participação de 4,9% para 14,9% na ZON Multimedia, uma das maiores empresas de TV a cabo de Portugal, porcentagem que subiu para 28,8% meses depois, com mais compras de ações no valor de 385 milhões de dólares – iniciativa que a elevou ao posto de atual maior acionista da empresa.

Ela também é dona de 19,5% do Banco BPI, um dos maiores bancos portugueses de capital aberto. Banco Espírito Santo, Energias Portugal e Galp Energia também fazem parte da sua lista de investimentos. Em Angola, Isabel é membro do conselho do Banco BIC, do qual possui 25% das ações – mesma porcentagem que o mercado estima que ela detenha na empresa de telefonia móvel Unitel, onde ela também faz parte do conselho.

De onde veio?

Mas, afinal, como uma engenheira africana de 40 anos, com uma carreira iniciada com a abertura de restaurante, promoveu tal fortuna? Para a imprensa internacional, é um tanto difícil explicar.

Em uma entrevista à Forbes, Peter Lewis, professor de estudos africanos da Universidade Johns Hopkins, tenta explicar a falta de detalhes sobre a ascensão de Isabel com a maneira como os negócios são feitos em Angola. “Claro que o poder político e o círculo de influências de seu pai deve ter contribuído, mas o fato é que a governança de Angola ainda é obscura”, disse.

Angola situa-se na costa ocidental da África do Sul, um país de 18 milhões de pessoas que vivem em uma área rica de petróleo e diamante. O país sofreu 27 anos de uma guerra civil, que terminou em 2002. José Eduardo dos Santos é presidente desde 1979, quatro anos após o país ganhar sua independência de Portugal.

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Nigéria – Jovens criam aparelho que gera energia a partir de urina

Quatro adolescentes chamaram a atenção com um equipamento que gera energia a partir de urina. A ideia foi apresentada na edição 2012 do Maker Faire Africa em Lagos, na Nigéria, evento que reúne pessoas que “constroem coisas”, desde artesanatos tradicionais até invenções modernas.

O gerador foi criado por Duro-Aina Adebola, Akindele Abiola, Faleke Oluwatoyin (as três de 14 anos) e Bello Eniola, de 15. Com ele, um litro de urina fornece até 6 horas de eletricidade.

O sistema funciona com a adição de urina em uma célula eletrolítica que separa o hidrogênio. Ele vai para um filtro e é empurrado para um cilindro de gás. Depois, passa por outro cilindro no qual é removida qualquer umidade e então é empurrado para o gerador.

Fonte: Super Interessante – Jovens criam aparelho que gera energia a partir de urina

Links: * Maker Faire Africa Lagos – Facebook / Twitter / Blog

* Maker Faire Africa Lagos – A urine powered generator

* Dica de: Ronan Sato

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Mauritânia tem a internet mais rápida da África

A Mauritânia tem a internet mais rápida do continente africano, a 13ª do mundo. Os dados são fornecidos pelo Net Index da Ookla, que possui renomados clientes como a At&t, CNN, Reuters, Disney, entre outros.

O ranking mundial é liderado por Hong Kong, com Japão em segundo, Lituânia em terceiro, Coreia do Sul em quarto e Luxemburgo fechando o G-5. Entre os africanos, Ruanda aparece na segunda colocação, seguida por Madagascar, Etiópia e Cabo Verde.

Na parte de baixo da tabela, o país que aparece com a pior velocidade de internet é o Benin, em 178º lugar. Perto da última posição aparecem Argélia (#176) e Egito (#175).

Nas últimas matérias encontradas sobre este ranking, a Mauritânia não aparecia nem sequer entre os dez africanos mais bem colocados neste ranking, deixando a briga pela ponta entre Ruanda e Gana.

Ranking – velocidade do download – África

Posição – África País Mbps Posição – Mundo
                 1  Mauritânia 27.06               13
                 2    Ruanda 6.29               77
                 3 Madagascar 5.35               82
                 4    Etiópia 4.82               87
                 5 Cabo Verde 4.77               89
                 6      Líbia 4.64              93
                 7     Quênia 4.56              94
                 8     Uganda 4.40              97
                 9       Gana 3.80             110
                10 África do Sul 3.43             118

*Atualizado: Nov 24, 2012

Links: * Net Index / Ookla

* TechLoy – Top 10 African Countries With Fastest Broadband Speed – March 12th 2012

* TechLoy – East vs West: Rwanda Displaces Ghana On Fastest Broadband Speed Ranking In Africa – November 14th 2012

Ps.: Brasil é o 71º neste ranking

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