Tunísia – Revolta e mudanças

Protestos nas ruas da capital Túnis (Créditos: AFP)

Corrupção, altos preços por comida e desemprego estão levando a população da Tunísia a bradar contra o governo há praticamente um mês. O estopim que deu início à revolta da população aconteceu no dia 17 de dezembro, quando um jovem desempregado – e graduado – ateou fogo em seu próprio corpo para protestar contra o desemprego no país. Até o momento, os resultados de todo este caos implantado na nação árabe ao norte da África foram dezenas de mortes – números oficiais falam em 23 mortes, mas organizações civis falam em pelos menos 60 mortos – e a fuga do presidente Zine al-Albidine Ben Ali e sua família para Jeddah, Arábia Saudita – França negou o pedido para o pouso do avião presidencial em seu território.

Além das mortes ocorridas em decorrência dos protestos, pelo menos seis blogueiros e ativistas foram presos ou estão desaparecidos e outros estão sendo alvo do governo tunisiano, segundo relatos da ONG ‘Repórteres sem Fronteiras’ para a Al Jazeera. Vale lembrar que a Tunísia está no último lugar do ranking – divulgado pelos ‘Repórteres sem Fronteiras’ – dos países que cerceiam a liberdade de expressão. Como explicado pelo Fábio Zanini em seu blog, na Tunísia “não há mídia local independente. Os jornais que existem são odes ao brilhantismo do ditador. A oposição e as ONGs não têm espaço político para respirar”.

De acordo com a BBC, tropas do exército da Tunísia estão por toda a parte da capital Túnis e colocaram praticamente “um tanque em cada esquina da cidade”. O primeiro ministro Mohammed Ghannouchi assumiu a presidência interinamente na última sexta-feira (14) e afirmou que a prioridade do governo é restaurar a segurança no país. Porém, no sábado (15), o Conselho Constitucional declarou que o presidente do Parlamento – parliamentary Speaker – Foued Mebazaa deveria ser o presidente interino. Segundo a BBC, não está claro quem está no comando – a Al Jazeera confirma o presidente do Parlamento como o real presidente interino.

*Para outros detalhes sobre os protestos na Tunísia, leiam os sites da Al Jazeera e BBC e os blogs do Fábio Zanini (Folha) e do Eduardo Castro (Agência Brasil).

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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