BRIC(S) – Adesão sul-africana; benefício africano?

Está certo que a África do Sul integrará o BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China -, grupo dos países que se destacam no cenário global pelo crescimento vertiginoso de suas economias. Uma possível reunião entre os cinco países é esperada para abril deste ano. Resta esperar para ter certeza dos reais benefícios gerados desta união tanto para a África do Sul, quanto para o restante da África.

Economicamente já está mais do que provada a forte relação entre China e os países africanos. Apenas nos últimos dez anos, o comércio entre o país asiático e o continente africano triplicou. E Brasil e Índia não estão muito atrás. As diversas viagens de Lula à África mostram a crescente ligação econômica e política criada nos últimos anos. Acordos foram firmados e afinidades políticas foram (re)criadas durante essas visitas. Já a dupla Índia-África tem um relacionamento histórico – principalmente na área econômica. Não é difícil encontrar, por exemplo, algum indiano em território africano – apesar de em alguns países eles terem sido expulsos nos primeiros anos das independências africanas.

É inegável a maior visibilidade política para a África do Sul resultante desta adesão ao BRIC – que também participa do G22, G77 e Cúpula América do Sul-África. Esperemos para saber, porém, se na área econômica essa união terá grandes impactos. Outro fator a ser pensado é que a ideia da África do Sul ser um representante africano neste forte grupo pode abrir portas para outros países da África, mas isto, novamente, não é certeza.

Algo importante a ser considerado também é o fato de Jacob Zuma – presidente da África do Sul – ter conseguido passar à frente de países mais bem qualificados para assumir este posto de quinto integrante do BRIC – economicamente e no fator população, ou mercado consumidor. México e Indonésia são apenas dois exemplos de países que podem facilmente pleitear a vaga conquistada pelos africanos. Ambos possuem economias mais pulsantes – com crescimento do PIB acima dos 5%, porcentagem não ultrapassada pela África do Sul – e populações estrondosamente maiores – México: 110 mi / Indonésia: 235 mi / África do Sul: 50 mi.

*Os BRIC’s não se organizam em um bloco econômico ou uma associação de comércio formal, como o Mercosul, ou a União Européia. Contudo, este grupo tem força política/econômica suficiente para influenciar decisões globais.

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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Uma resposta a BRIC(S) – Adesão sul-africana; benefício africano?

  1. Ronaldo diz:

    Fernando. Acho que a Africa tem um futuro promissor. Vai nessa !!!

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