África em Ouro Preto – Fórum das Letras

Antes de comentar como foi o Fórum das Letras de Ouro Preto preciso falar uma verdade constrangedora. Antes deste evento, eu não conhecia praticamente nada sobre a literatura de nenhum africano. Recentemente devorei o livro “Antes de nascer o mundo”, do moçambicano Mia Couto, e agora estou lendo “O planalto e a estepe”, do angolano Pepetela. Havia lido apenas sobre viagens de jornalistas ao continente e livros do polonês Ryszard Kapuscinski, jornalista que presenciou e escreveu sobre várias revoluções africanas – além de outros fatos. Resumindo, há ainda muito a ser lido.

Voltando ao Fórum.

Adianto que deixarei para detalhar os principais pontos discutidos em algumas mesas – ou palestras, conversas, apresentações, como você quiser – posteriormente. As entrevistas com o escritor angolano Ondjaki e Mia Couto, de Moçambique, também serão disponibilizadas na íntegra nos próximos dias.

O clima chuvoso de Ouro Preto não foi de grande ajuda, mas o convidativo charme da ex-capital de Minas Gerais não afastou por completo o público, que chegou a preencher todas as cadeiras e espaços do chão do Cine Vila Rica, onde aconteceu boa parte das mesas do evento. A estimativa da organização do Fórum é que cerca de 30 mil pessoas tenham participado nos seis dias de evento. Número expressivo, levando em conta que isto represente um aumento de 50%, em relação ao ano passado.

O público pôde ter contato direto com os autores, que – com algumas exceções – responderam indagações da platéia e distribuíram autógrafos após as mesas de discussões. Destaco dois escritores para o quesito simpatia com o público: a poetisa Adélia Prado e o prosador e poeta Ondjaki.

Entusiasmado em ter seus livros pincelados por Adélia Prado, o público formou uma fila para receber de sorriso no rosto o autógrafo da escritora. Com um vigor impressionante, mesmo aos 74 anos de idade, a poeta atendeu a todos que se organizaram. Ondjaki também caiu nas graças do público e alguns de seus livros chegaram a esgotar na livraria oficial do Fórum das Letras. O prosador angolano respondeu perguntas dos que o interpelaram e autografou livros no hall do Cine Vila Rica.

* Deixo aqui os meus agradecimentos aos integrantes do programa Imagem da Palavra, da Rede Minas, que me ajudaram de todas as maneiras possíveis nos quatro dias em que estive em Ouro Preto.

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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2 respostas a África em Ouro Preto – Fórum das Letras

  1. Paulinho César diz:

    Eu tenho aqui em casa, depois te empresto, a luta do Steve Biko.
    O cara é doido com força…
    Morreu na porrada. È outro Mandela

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