Vila Mwanjabala – Parte III – Hospitalidade

Sentir-se bem em um lugar é um dos primeiros fatores que te levam a dificilmente esquecer todos que te acolheram e assim sempre querer voltar. A hospitalidade, já citada aqui no blog, aparece nos singelos detalhes de cada ser que habita a Vila Mwanjabala. Falo e falarei especificamente deste povoado, pois foi o único – até este momento – que visitei e pude presenciar a verdadeira e sincera receptividade daquele povo.

O ‘ritual’ de sentar e papear com o dono da casa e seus familiares é simplório e, ao mesmo tempo, cativante e um sinal de extremo respeito. Sinto que este ato representa a honra que eles sentem em te receber e, com isso, a tendência é eles te darem toda a atenção possível e oferecerem tudo do melhor.

Pensando do nosso lado, a cultura brasileira não se difere tanto assim da malawiana. Aqui, convidados são ‘cortejados’ e a tentativa de agradar é sempre uma constante; ainda mais quando estes são turistas e, no caso do Tom e Digo – e espero que eu também –, amigos que só são vistos de, no mínimo, dois em dois anos.

Linda - mulher de Christopher - fazendo nsima na 'cozinha' e Grace - filha - com seu ursinho

Outro sinal de respeito e apreço é o convite para fazer uma refeição feita por eles e – nem sempre – acompanhado pelo dono da residência. Tivemos a oportunidade de provar a nsima feita na hora na casa de Christopher e na de Kennedy. Ambas bem fartas e com bons acompanhamentos.

A refeição na casa de Christopher merece um parêntese. Estávamos com a família de alemães – pai, mãe e filho – que não estavam acostumados com as comidas locais. O receio em pegar alguma doença é compreensível, mas a paranóia da mãe – infelizmente esqueci os nomes – chegava a ser cômica. Todo alimento apresentado vinha seguido de uma mesma pergunta feita por ela: ‘Isso é cozido?’, ou algo semelhante. A frase se tornou piada mesmo – para nós, claro – à noite, no restaurante em Karonga, quando a mãe indagava sobre o mesmo assunto apontando para todos os ingredientes encontrados em seu prato.

A receptividade e a simpatia de Kennedy merecem um ‘capítulo’ a parte. Em outro post contarei sobre nossas visitas a esse ótimo senhor e às crianças e mulheres que o cercavam…

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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2 respostas a Vila Mwanjabala – Parte III – Hospitalidade

  1. Rodrigo Ferreira diz:

    Não é por acaso que o Malawi é descrito como o coração quente da África. A boa receptividade aos visitantes é a característica principal desse povo!

  2. Pingback: Vila Mwanjabala – Parte IV – Kennedy | Destino África

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