Vila Mwanjabala – Parte I – Primeiros passos

Visitamos a Vila Mwanjabala três vezes em nossa curta estadia em Karonga. Em cada incursão vivi uma experiência diferente, apesar de alguns fatores terem sido constantes. O grande conhecimento de Tom Popp sobre o local e a língua, somado às amizades feitas anteriormente por ele – e pelo Digo – facilitou todo o processo de entrar na comunidade e sentir à vontade no meio daquele povoado.

O meu primeiro passo em solo Mwanjabala foi dado após descer de uma bicicleta. Porém, mesmo antes de me sentir dentro da vila, algumas crianças me deram as “boas vindas” gritando uma palavra que ouvi inúmeras vezes no Malawi e que acredito que nunca esquecerei: ‘muzungu’ – ‘homem branco’ em tumbuka. Naquele momento, já estava ciente do significado e apenas ri e gritei a mesma palavra/expressão apontando para Tom e Digo – sendo o Tom uma pessoa claramente mais clara que eu.

Crianças correndo para aparecer na foto

A primeira característica marcante daquele povo é a hospitalidade. Todos te tratam bem, querem te cumprimentar e fazem outras gentilezas semelhantes. Boa parte disso, penso eu, deve-se ao fato de sermos seres estranhos naquele ambiente, basicamente estrangeiros brancos. Claro que não é só isso. Tom viveu dois anos atuando diretamente naquela comunidade e, consequentemente, sabia alguns detalhes como a maneira de cumprimentar e alguns costumes locais; e estávamos ali também para prestar uma ajuda àquele povo.

Mulheres no preparo da comida acompanhadas de suas crianças

Assim que adentramos a vila, me vi cercado de casas feitas de tijolo de argila/barro e telhados de palha/sapê, ou de zinco que apenas tinha visto de longe. Fomos – eu, Tom, Digo e Christopher – direto para a casa do ‘chefe da vila’ – pelo menos foi como ele me foi apresentado. Ele – infelizmente não lembro o nome – nos cumprimentou e rapidamente providenciou cadeiras para nós.  Esse gesto é comum quando eles recebem alguém. A ideia é sentar-se e papear sobre algo, mesmo que não tenha nada para ser conversado. Sabendo do procedimento, Tom puxou a discussão e evitou aquele silêncio constrangedor não muito difícil de acontecer. Ficamos sabendo que ele tinha duas casas – uma do lado da outra –, duas esposas e seis filhos com cada. Ele explicou que se casou com a segunda mulher, pois a primeira adoeceu.

Depois de um bate-papo não muito extenso com o ‘chefe’, Christopher Mwanjabala nos guiou para outra área de ‘sua’ vila onde mulheres trabalhavam socando milho. Nesse momento, algumas crianças já nos seguiam…

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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