Karonga – Mzuzu – Nkhata Bay

Rodoviária de Mzuzu é parada para várias pessoas que estão indo para outros lugares do país

Vista do nosso quarto em Nkhata Bay

O último dia em Karonga chegou – 2 de setembro -, mas as histórias sobre essa simpática cidade ainda darão as caras por aqui. Mzuzu nos esperava para uma breve visita. O único motivo desta parada era pagar auto-escola – driving school – para três órfãos do projeto Restored Hope. Com a carteira de motorista em mãos, eles estarão aptos a trabalhar como motorista, profissão difícil de conseguir emprego, segundo eles mesmos comentaram em uma reunião conosco.

Com alguma sorte, somada a alguns bons contatos em Karonga, conseguimos uma carona com Rosemary, integrante do conselho diretor da FOCUS. Depois de cerca de três horas de viagem, que passaram despercebidas devido à boa e constante conversa, desembarcamos em Mzuzu. A invariável burocracia malawiana/africana – não é muito do meu feitio generalizar, mas… – dessa vez não nos pegou. O pagamento foi rápido e teoricamente eficiente.

Enquanto esperávamos ser encaminhados para a pessoa certa que lidaria com a prestação de contas fui abordado por Pande, mais um dos vários admiradores do futebol tupiniquim. Mais uma vez, o fiasco brasileiro na Copa do Mundo Africana foi lembrado e Dunga novamente foi apontado como culpado, direta – por mim – e indiretamente. Com tudo resolvido em Mzuzu, almoçamos e fomos para Nkhata Bay para dois dias de turismo em nossa viagem de duas semanas – Tom Popp ainda terá mais uma semana em Karonga.

O tão esperado – como curiosidade – mini-bus foi o meio de transporte escolhido. O motivo principal para a opção foi o horário: eles saem de Mzuzu a todo instante para diversos lugares. O mini-bus é basicamente a famosa van-lotação ainda adotada em cidades brasileiras. Fomos abordados por muitos malawianos que tentavam nos persuadir para embarcarmos em seus veículos. Acabamos escolhendo um mini-bus meio caindo aos pedaços após o preço baixar de 400 para 350 kwachas.

Com o automóvel lotado – só com essa condição que eles se movem – nos dirigimos a Nkhata Bay. O “lotado” aqui quer dizer entupido, espremido ou qualquer sinônimo para estas palavras. ‘Confortavelmente’ sentados foram contados 19 adultos e dois bebês no colo de seus relativos pais. Além dos humanos, tivemos a companhia de quatro peixes mortos e três galinhas vivas e devidamente presas. Este relativo caos era bem controlado por um funcionário que fazia as honras de ser o cobrador, detalhe que gerou algumas discussões.

O valor inicial de 400 kwachas foi novamente imposto após o começo da viagem. Uma considerável revolta estava instalada. Pelo o que eu consegui absorver dos gestos e valores às vezes ditos em inglês – eles discutiam em uma língua local, que acho que poderia ser tonga ou chechewa –, um funcionário do mini-bus, que por sinal ficou em Mzuzu, acertou com alguns passageiros o preço de 300 kwachas para a ida até Nkhata Bay. Não sei precisar como terminou esse pequeno caos. Acredito que o preço de 350 foi para todos.

Paradas para saída e entrada de passageiros foram feitas, fazendo com que o veículo ficasse, em alguns breves momentos, com duas pessoas em pé, meio curvadas. Conhecemos mais pessoas e chegamos sem problemas à cidade a beira do Lago Malawi.

Ao desembarcamos fomos identificados como óbvios potenciais turistas estrangeiros. Em poucos segundos, seis pessoas nos cercaram indicando hotéis e passeios. Dirigimo-nos a uma pousada que hospedou Tom, Digo e Emily em janeiro de 2006. Ao chegarmos, Digo barganhou um desconto e conseguimos um ótimo quarto com três camas – sendo uma de casal – um banheiro consideravelmente grande e uma varanda que dá acesso ao lago através de uma mini trilha – cerca de 10 passos. O resto do dia foi apenas nadar e aproveitar um pouco da comida local.

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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