Menos de um dia em Lilongwe

Digo Ferreira no saguão do Kiboko Hotel

Com nossas mochilas nas costas e 200 dólares trocados por pouco mais de 31 mil kwachas – a moeda local – estávamos prontos para seguir viagem e finalmente encontrar com o idealizador do Restored Hope, Tom Popp, que estava no Kiboko Hotel há dois dias esperando por nós. Para chegarmos até ele precisávamos escolher entre os vários homens que nos ofereciam táxis. Após certa negociação seguimos Pandichi – pelo menos foi assim que entendi o nome – até um veículo velho e meio caindo aos pedaços que nos levaria até onde Tom estava.

Depois de poucos metros do aeroporto, um cartaz com a cara do presidente Bingu wa Mutharika e os dizeres “Welcome to Malawi” seria apenas a primeira das várias vezes que iríamos deparar com a figura do Professor Mutharika. Outdoors, a emissora de televisão local e os jornais em que pude ver as manchetes louvam o presidente. A oposição, em mais uma das várias ‘democracias’ africanas, é calada e não tem como fazer o seu papel legítimo no país.

No caminho, nosso taxista nos relatou a grandeza do futebol malawiano e ficamos conhecendo os Silver Strikers, ou The Bankers, clube que, segundo o torcedor Pandichi, tinha seis jogadores na seleção do Malawi. A estrada também nos mostrou o primeiro traço da realidade de muitos africanos: contei pelo menos seis grupos de crianças vendendo pequenos ratos no palito.

Deixamos as mochilas no Kiboko e fomos para nossa primeira refeição na capital. A comida por aqui raramente varia entre frango, ou chambo – um peixe local – com arroz ou nsima – uma espécie de angu feito com farinha de milho branco.

A viagem para Karonga, programada para a noite em que chegamos a Lilongwe, nos daria pouco tempo para conhecermos a cidade. Com isso, tivemos a oportunidade de apreciarmos uma mini feira ao lado do hotel e comer um pouco mais nos arredores. Neste meio tempo, Tom nos apresentou a uma família australiana que está fazendo uma viagem de três meses pela Europa e África e podemos ir a uma lan-house improvisada avisarmos a nossos familiares que chegamos inteiros.

Sobre fmvalmeida

Jornalista fascinado pela África, Esportes, Internet e tudo que esta profissão proporciona. Contato: fmvalmeida@yahoo.com.br Twitter: @fmvalmeida Facebook: /fmvalmeida
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3 respostas a Menos de um dia em Lilongwe

  1. Adriana diz:

    Ainda bem!!!
    Estávamos loucos para saber notícias suas…

    Beijos

  2. TiCesinha diz:

    Em um hotel com este nome, boa coisa eu não esperaria…

  3. Pingback: Curtinhas Malawi – Notícias úteis e inúteis [2] | Destino África

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